Urano: o precipício necessário

Foto: Autor desconhecido

vida
chuva que lava
porrada
pisada.
sacudida
inocente
violenta
aguda.
a vida.
céu que muda.
chão de andar.
cansaço
renasço
outra vez.

Quando vem um planeta e aspecta o seu Urano natal, se prepara: alguma coisa vai precisar quebrar. A cadeira firme em que você se senta pra descansar simplesmente vai te jogar no chão.

Urano vem romper com o que nos impede de experimentar novos caminhos para nossa potência. A provocação que ele ferve é experimentar e experimentar e experimentar – mas não compulsivamente, não qualquer coisa, não de qualquer jeito. É o nosso corpo intensivo que deseja esta ou aquela experimentação. Há uma bússola interna nos movendo pra lá ou pra cá.

E, astrologicamente falando, isso vale tanto para Urano natal sendo aspectado (direta ou indiretamente), quanto para trânsitos de Urano sobre casas e planetas. Onde o senhor da mudança e do devir estiver, teremos certo tremor. Urano não quer saber do que sempre-foi-e-sempre-será. Que tédio toda essa coisa morta dizendo sobre o que é ou o que deveria ser. Urano é avesso, é dança e flerte com a palavra que ainda não existe.

Urano vem provocar suas forças para você criar uma realidade intensa a partir da sua singularidade em acontecimento.

Urano quer que você aconteça e que externalize isso na sua vida, no seu modo de viver.

Urano: o precipício necessário que faz você descobrir que sabe e pode inventar asas.

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Sentindo o caminho

Foto: Autor desconhecido

uma voz, uma estrela
– alguma coisa dentro dela –
cantava sem parar.
como um rio nunca para,
como um sol nunca escurece.

Marte está retrógrado no céu (até 28 de agosto). O planeta que rege as nossas ações e desejos agora está  pedindo um pit stop estratégico e – por que não dizer – existencial: é um trânsito de Marte que nos remete aos nossos movimentos internos. A olhar e a agir em ressonância com nosso ser, com nossa potência.

O que deseja o seu âmago e que você está acelerando ou boicotando ou simplesmente deixando de expressar?

É tempo de pisar esse chão bem devagarinho, olhar interno aceso. Repensar ou reinventar ou quem sabe apenas desbagunçar um pouco nossos porões desejantes – separar o que é poeira do que é real.

Quem sabe essa fase de marte retrô não nos rende uma brisa grávida de impulsos potentes? A voz que canta, o rio que não para: encontrar esse lugar.

A lunação e o cuidado de si

A astrologia é uma poesia do céu que, ao ser lida, nos convida ao acontecimento das nossas próprias pulsações poéticas

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Ilustração: Federica Bodoni

Ao estudarmos os efeitos das lunações em nossas vidas, observamos que o que mexe ou é mexido na vida de cada um de nós muda de acordo com as ressonâncias que temos em nosso mapa com aquela energia da lunação.

Ontem, por exemplo, tivemos uma lunação intensa, com a lua nova acontecendo aos 2° de Câncer. Este signo está ligado ao aconchego, à necessidade de proximidade emocional, às relações envolvendo cuidados e afetividade, o ninho quente e sagrado onde nos nutrimos em profundidade e nos resguardamos do mundo – isto é Câncer. Mas também pode ser uma energia ligada ao apego exagerado, a uma sensibilidade excessiva e magoável, quando não equilibrada. Precisamos estar atentos.

Ontem, portanto, vivenciamos, cada um ao seu modo, a ativação de pontos e experiências em nossas vidas ligadas a essa energia e necessidade.

Para conhecer em profundidade as pulsações que estão sendo movimentadas na sua vida neste exato momento, existe uma ferramenta que é o mapa de lunações. Com ele você consegue mapear suas variações, seus ciclos regidos pela lua, compreendendo o que está sendo ativado, o que precisa ser cuidado e regado em cada momento. É uma ótima ferramenta para o ato do cuidado de si – e indicado especialmente às mulheres.

O céu que nos acontece: a questão dos signos nos hemisférios

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Imagem: Reprodução/Blog Carga-de-agua

Muitas pessoas que se interessam ou que estudam Astrologia, em algum momento, deparam-se com a questão da diferença na manifestação dos signos nos hemisférios norte e sul. Há teorias modernas sugerindo, inclusive, que deveríamos proceder com uma inversão dos signos, em função da diferença das estações do ano nos dois hemisférios.

No entanto, se durarmos um pouco nessa reflexão, e considerarmos a Lei da Correspondência, de Hermes Trismegisto, agindo de forma imanente em nossas vidas – “o que está em cima é como o que está embaixo” –, poderemos perceber que um arquétipo (no caso, um signo) que “rege” um determinado período no hemisfério norte, necessariamente e ao mesmo tempo, é o mesmo arquétipo que “rege” também o hemisfério sul. Portanto, o mesmo céu que acontece ao Norte, acontece também a nós aqui no Sul. Assim, não faria sentido uma inversão dos signos, pois estamos todos sujeitos à Lei da Correspondência.

A diferença vivenciada pelo nativo de um hemisfério ou de outro estaria presente no desdobramento desse arquétipo. Então, um áries do Norte manifesta o arquétipo ariano segundo as condições singulares vivenciadas no Norte; e analogamente, um áries do Sul manifesta esse mesmo arquétipo em outras nuances, sempre em ressonância com o que está sendo vivido em seu microcosmo (ambientes interno e externo imediatos) – mas ainda assim ambos são áries, ambos manifestam o mesmo arquétipo e natureza, apenas de modos distintos.

Nosso maior erro consistiria em considerarmos o comportamento de um ariano, um pisciano, um taurino, etc, do Norte igual ao de um do Sul. Esse erro comum ao qual poucos se atentam deve-se ao fato da percepção do zodíaco ter sido construída por civilizações que se desenvolveram no hemisfério norte. Embora apresente a mesma natureza arquetípica, cada nativo de cada hemisfério expressará diferentes desdobramentos desses arquétipos, conforme comentado anteriormente. São complexidades de mesma natureza, no entanto com diferentes expressões. É preciso portanto, a nós do Sul, desenvolver uma percepção e referências próprias no que diz respeito ao significado de cada signo – ao invés de meramente adotar referências que não representam a nossa realidade.

Um artigo publicado recentemente no blog Cantinho Astrológico ilustra bem essa diferença à qual me refiro, conforme transcrevo a seguir:

“Áries no hemisfério norte é no início da primavera, os arianos do norte costumam ser mais enérgicos, mais sentimentais, do tipo que gostam de estar sempre envolvidos em algum relacionamento, mais calorosos, são do tipo mais explosivos também, que costumam fazer as coisas sem pensar, impulsivos ao extremo.

Áries no hemisfério sul é o início do outono, ainda assim são enérgicos e sentimentais, porém esses sentimentos são mais canalizados aqui, os arianos são mais reservados no quesito sentimentos, ainda têm toda força de iniciativa do signo e a impulsividade, mas voltada para ação e não para os sentimentos.

Touro no hemisfério norte: eles pegam a primavera lá também, têm características da primavera, são férteis, gostam de ‘plantar’ ideias, sentimentos, inovar e mudar os ambientes para melhor sempre que podem, são mais sentimentais e soltos, geralmente abusam da sensualidade, ou buscam ela de forma incansável, são sentimentais, se entregam mais fácil aos sentimentos sem pensar duas vezes, esses tipos de taurinos não são voltados para o lado racional do elemento deles.

Touro no hemisfério sul: ainda no outono, esses taurinos são mais fãs de “colher os frutos” do que simplesmente plantar, gostam de fazer as coisas em prol de um resultado concreto, por isso são mais cuidadosos, são mais calculistas, calculam cada passo, palavra, atitude, se possível nunca gostariam de um imprevisto, ainda sim são sensuais, mas de uma forma mais moderada e reservada, não é para tudo e todos que gostam de espalhar sua sensualidade, são taurinos mais voltados para a razão, e os sentimentos são mais reservados, por vezes até melancólicos.

Gêmeos no hemisfério norte pegam o início do verão lá, quente e seco, são extremamente calorosos e comunicativos, geralmente muito sensuais e cheios de calor humano, oscilam mais de opinião já que são mais sensitivos, são mais apegados a fatores como família e amigos, geralmente se apegam as pessoas com que se comunicam, gostam de se sentirem familiarizados com os ambientes em que vivem, por isso tendem também a ter uma vida dedicada à família (sejam filhos ou pais), nem que tenham que intercalar isso com a vida profissional.

Gêmeos no hemisfério sul pegam o início do inverno, são mais frios e calculistas, desapegados a questões sentimentais, são comunicativos mas não se apegam as pessoas e sim a ideias, são conquistados pelo intelecto, não tão apegados a família, mas ainda assim é um fator importante para eles, mas não têm a necessidade de fazer um lar familiar, e sim um lar que reflita suas ideias, mudam de opinião por conta das mudanças intelectuais e não pelas mudanças de ambiente, são receptivos também mas desapegados.

Câncer no hemisfério norte são extremamente sentimentais e soltos (ainda no verão…), deixam as emoções rolarem a tona sem se arrepender de agir por impulso, são sonhadores e gostam de se espelhar nas pessoas que admiram, a família é um fator muito importante, nem que seja viver de aparência, gostam de passar a ideia de terem uma estrutura perfeita familiar, sentem orgulho de onde vieram e da família de que vieram, carregam muito as marcas desses ambientes e geralmente é isso que os forma.

Câncer no hemisfério sul: ainda no inverno, aqui vemos cancerianos voltados mais para o imaginar do que para o vivenciar, então a criatividade é muito favorecida, aqui não vemos tanta necessidade de se espelhar em alguém, mas em ser motivo de inspiração para outros, são mais idealistas. Os cancerianos do hemisfério sul tendem a ser mais originais, porém a emoção deles é mais bloqueada, podem ser muito receosos em deixar a natureza sentimental deles rolar solta, e quando deixam, acaba sendo um tanto brusco demais para alguns, só o tempo e a experiência faz com que suavizem o sentimentalismo excessivo que existe neles.

Leão no hemisfério norte: estão em um ponto alto do verão no hemisfério norte, geralmente esse período lá fora é marcado por queimadas que devastam grandes regiões, é quando o sol e o calor realmente ditam as regras, por isso os leoninos do hemisfério norte são mais mandões, têm a natureza mais predominante e são mais orgulhosos. Geralmente são muito festeiros, gostam da ideia de celebrar algo, seja o que for, se sentem mais iluminados do que os demais, o que pode beirar a uma certa arrogância, mas é o charme natural deles.

Leão no hemisfério sul: aqui estamos em um dos pontos mais frios do nosso inverno, aqui leão age como o sentimento ou a ‘chama’ que nos aquece por dentro e nos protege do frio, por isso os leoninos do hemisfério sul são mais sentimentais, agem muito mais pela emoção do que pela razão, ainda sim tem aquela aura de realeza leonina mas não costumam ser arrogantes, são mais flexíveis e receptivos. Os leoninos daqui têm toda uma tendência a serem intelectualmente muito favorecidos, porém se preocupam mais com as questões afetivas.

Virgem no hemisfério norte ainda está no verão do hemisfério norte, mas é uma transição, vemos o entusiasmo do verão nos virginianos mas ao mesmo tempo a necessidade de responsabilidades, saindo daquele clima festeiro de leão. Aqui os virginianos são otimistas e científicos, se atraem pela ciência pelo fato da natureza deles já naturalmente ser sentimental, se atraem por serem diferentes, agem mais por impulso e geralmente são mais soltos.

Virgem no hemisfério sul: outra fase de transição, dessa vez aqui do inverno para a primavera, então a natureza dos virginianos daqui é científica, mas a busca é sentimental, eles buscam viver as emoções. Naturalmente vemos uma grande tendência às atividade mais racionais, mas os virginianos não se contentam em apenas se envolverem no que se diz “sua vocação”, gostam de se aventurar em ambientes diferentes, sentir novas sensações, saber o sabor das coisas é o que mais os deixa curiosos.

Libra no hemisfério norte: este signo no hemisfério norte está situado no começo do outono, logo os librianos do norte são mais voltados para a razão, são mais frios e calculistas, e buscam mais o equilíbrio sentimental/emocional. Por serem mais desapegados no quesito emocional, podem se envolver em N relacionamentos e não amar realmente ninguém, é muito difícil despertar a dependência emocional desses nativos, alguns acabam por nunca sentir isso, são mais voltados à vaidade, gostam de se sentirem desejados e bonitos, se dedicam mais a isso do que a qualquer atividade emocional.

Libra no hemisfério sul: no começo da primavera, os librianos daqui são mais voltados para as relações, gostam de se relacionar e vivem essa relação, são mais apegados sentimentalmente, podem passar por períodos de apatia, mas nunca resistem a isso eternamente, podem ter paixões e paixões pela vida toda. Geralmente criam um valor sentimental para as coisas, mesmo que tenham ainda o lance do equilíbrio emocional/racional, canalizam suas energias muito mais ao emocional, são mais aventureiros e festeiros. Gostam de celebrar e comemorar as coisas, não gostam de tempo ruim, preferem estar em perfeita harmonia sempre com as pessoas e os ambientes.

Escorpião no hemisfério norte: aqui o outono começa a esfriar mesmo e chover pra valer, então apesar do clima frio que dá uma natureza a esses escorpianos fria e calculista, temos a chuva que ao mesmo tempo é fértil, então o lado sexual desses escorpianos é mais aflorado, eles são o sexo e a razão ao mesmo tempo. Esses escorpianos são mais reservados e racionais, não agem por impulso por nada, são muito estrategistas, sabem esconder bem as emoções e só demonstram quando realmente interessa a eles, são do tipo mais orgulhosos.

Escorpião no hemisfério sul: aqui temos a primavera, esses escorpianos são extremamente sentimentais e sensíveis, são aqueles que deixam o sentimento rolar sem nenhuma vergonha, gostam até de falar que têm ‘n’ defeitos sentimentais como ciúmes, possessividade e afins para deixar bem claro que não vão se inibir. São do tipo mais sensuais e predominantes, ainda um pouco orgulhosos, mas pecam muito por se exporem tanto, acabam sofrendo mais com a intensidade emocional do signo, mas sem dúvida vivenciam mais as suas emoções, são mais extrovertidos e animados do que os do hemisfério norte.

Sagitário no hemisfério norte: ainda no inverno, é uma contradição, são amáveis mas ao mesmo tempo desapegados sentimentalmente, são receptivos, mas apenas quando interessa a eles. São um fogo diferente dos demais, que são impulsivos: os sagitarianos do norte são bem mais estrategistas, por isso se ressaltam sobre os demais, não fazem as coisas sem pensar, podem ter uma inibição sentimental por conta de como são cobrados, são mais fortes e resistentes, por isso pode acontecer de eles surtarem mas não ficarem para sempre nesse período de ‘surtar’, se recuperam e voltam à normalidade.

Sagitário no hemisfério sul: ainda na primavera, são os tipos mais sentimentais dos signos de fogo aqui, agem quase sempre pela emoção, embora eles tenham uma tendência grande a se darem bem com a razão, se recusam na maioria das vezes a viverem apenas de razão, em geral, estão sempre envolvidos emocionalmente com algo, seja uma causa, ou alguém mesmo. Acabam tendo uma fixação por ‘heroísmo’ que os faz ficarem cegos aos próprios erros, mas é a forma deles de serem otimistas, são bem mais otimistas do que os tipos do norte, também são mais receptivos e leves, não gostam de intensificar as coisas, o que pode dar uma certa falta de firmeza nas coisas por vezes, mas são de natureza bem ‘light’.

Capricórnio no hemisfério norte: aqui entendemos a razão pela qual capricórnio é tão ‘temido’ no hemisfério norte, eles são o extremo inverno de lá, frio e seco, ou seja, frio e calculista ao extremo, não se entregam por nada ao mundo sentimental, é preciso muita intensidade emocional da parte de outra pessoa pra despertar esse emocional deles que está enterrado a sete palmos embaixo da terra. São muito racionais, científicos, perfeccionistas, não gostam de pessoas fracas, gostam de estar rodeados de pessoas que estejam no mínimo à altura deles, são bem exigentes.

Capricórnio no hemisfério sul: aqui é uma grande contradição, entramos exatamente no verão e nas chuvas, quente e úmido, então o signo de capricórnio aqui é extremamente racional mas extremamente dramático ao mesmo tempo, se controlam o tempo todo, tentam manter uma linha de raciocínio, mas saem dessa raciocínio num piscar de olhos em alguns momentos, se voltam totalmente para o mundo das emoções por vezes. Não são tão seletivos, geralmente têm mais calor humano e são mais receptivos, gostam de conhecer pessoas novas e entender a razão delas serem daquela forma, é despertando a emoção deles que desperta o interesse intelectual.

Aquário no hemisfério norte: ainda no inverno, esse também é um dos mais “temidos” no hemisfério norte, a questão aqui não é falta de calor humano, em geral são muito calorosos, extrovertidos e receptivos, mas o desapego sentimental e material que eles têm. Os aquarianos lá são como ‘hippies’, não gostam da ideia de algo ser eterno, não gostam de se apegar a alguém sentimentalmente e muito menos a algo material, não dão prioridade a esses valores, valorizam mais as atividades intelectuais e o vivenciar disso tudo. Se questionam muito, são mais “rebeldes” sem causa.

Aquário no hemisfério sul aqui ainda estamos no verão, então temos os tipos mais humanitários, calorosos, receptivos e sentimentais. Aqui temos aquarianos que têm sentimentos como ciúmes, que no hemisfério norte seria absurdo para o signo, aqui os aquarianos têm uma aceitação maior dos próprios sentimentos, o que faz com que eles não tenham o bloqueio sentimental que os do norte têm. Com esse ‘desbloqueio’ sentimental, o vivenciar é mais aflorado aqui, o interesse por tocar, ver, sentir e a partir daí criar uma opinião aqui é maior do que o idealizar dos aquarianos do norte. Não que os aquarianos daqui não sejam idealistas, mas eles sentem a necessidade maior de vivenciar do que de apenas criar uma ideia na cabeça sobre determinado assunto.

Peixes no hemisfério norte: ainda no inverno, no hemisfério norte o pisciano é mais voltado ao mundo das ideias e da imaginação, não gostam de se apegar a nada, na realidade são muito desapegados às coisas materiais, geralmente são sentimentais mas canalizam seus sentimentos às coisas profissionais em que se envolvem. São piscianos mais temperamentais, que podem ter fases, fases boas, ruins, fases extremamente férteis, fases de autodestruição, são muito inconstantes.

Peixes no hemisfério sul: aqui temos o final do verão, quando a temperatura vai ficando mais agradável, então temos piscianos ainda sim desapegados mas não tanto quanto os do hemisfério norte. São sentimentais e não de temperamento forte, são bem flexíveis, mudam em prol da situação, se adaptam mais fácil às mudanças e às pessoas, mudam conforme suas relações. Então seu temperamento muda conforme suas companhias e ambientes mudam, os piscianos do hemisfério sul sem dúvida são mais amáveis e fáceis de lidar do que os do hemisfério norte.”

Carnaval: quando fugir para fora perde o sentido

Foto ilustrativa: Reprodução/Internet

Imagem: Autor desconhecido

Teremos uma lunação poderosa acontecendo no signo de Peixes em pleno Carnaval –  mais exatamente no próximo domingo, dia 26 de fevereiro, às 11h59min. O céu estará tenso e urgente: é preciso encontrar a luz em nosso interior. O momento é propício para morrermos para padrões emocionais destrutivos, para não mais carregarmos o peso de não vivermos a verdade de nosso ser, que é puro movimento e natureza.

A ação (Marte) agora é interna e o chamado é pra que aprendamos a viver com mais amor e fluidez: cultivando sempre a presença no aqui-agora, o cuidado, a aceitação profunda de nós e do outro. E, como todo aprendizado, esse cultivo exige nossa prática contínua e diária pra ganhar consistência e raízes.

Para harmonizar-se com seu caminho é preciso encontrar-se com seu Sol interior, através do silêncio acordado, da rega, da aceitação do que (se) é (o Real) – tudo isso nos leva a uma reverência alegre à vida e seus movimentos, como se uma espécie de humor regesse o universo, ora nos jogando para cima em pleno voo, ora nos fazendo ver o chão de perto. Tudo e cada coisa passam a ganhar cor e sentido quando sentimos essa conexão, quando sentimos que a vida deseja se manifestar em nós. E que a compreensão vem não com a mente, mas com a nossa capacidade de conexão com a presença que pulsa em tudo e em todos os instantes. Que somos nada senão um canal, um corpo de dança, por meio do qual flui uma força e uma singularidade que encontra ressonância em nosso ser e em nossos modos.

Nutrir a energia que traz a paz no peito; cultivar a calma; transver a si e aos outros com os olhos da alma; encontrar e cultivar modos interessantes de evitar conflitos, exageros e estados de irritação; perceber que somos fluxos, mas estamos identificados com estados e que desse ato brotam nossos desesperos; usar a raiva como fonte de força criadora e de uma coragem genuína e pura; a tristeza e a fragilidade como lugar de encontro sem máscaras; a paciência como pano de fundo da duração; cada instante como revelação do Real que nos nutre e nos fortalece e nos faz vibrar.

Neste Carnaval, simplesmente sair gritando e sacudindo tudo como se gritos espantassem pra sempre nossas dores e resolvessem os nossos atolamentos, não vai ser de grande ajuda – pelo contrário: exagerar na voz e no gole significará aumentar as feridas e engrossar as camadas entre você e o agora. Cada um saberá o alimento realmente nutritivo para este momento – mas é preciso recuar e sentir nossas guerras internas, abraçar o  vazio e o escuro que tanto tememos.

Desejo a todos um Carnaval de conexão profunda e abertura para os processos necessários a cada caminho enquanto humanos feitos de Céu e de Terra que somos. Sem medo: o momento contém em si uma semente poderosa.

Lua cheia em touro: quando as águas fundas ganham corpo

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Imagem: Autor desconhecido

das vísceras para a superfície
dança tuas dores e graças
escancara
cansa tuas máscaras:
de tanto dançar
surgirá tua realidade mais profunda
tua potência, tuas cores
teu espanto

A sugestão de sintonia para esta segunda-feira, 14/11, dia de “superlua”, é perceber que poderemos sentir nossas águas/emoções mais profundas emergindo sem que possamos controlar ou estancar. Não estanque, mas dê para ela um lugar. Não tema essa força que subirá aos poros querendo corpo. Expresse. Dance, escreva, grite, mova, fale, silencie, cozinhe, veja aí e vá pelo tom de sua casa 5: expresse seu ser, deixe vir. Sombra e luz querem dançar juntos.

Júpiter em Libra: como vão nossas conexões?

Para compreendermos o tom de Júpiter em Libra (que se mantém nessa energia até outubro de 2017), nada mais propício do que falarmos em uma expansão ligada à nossa qualidade de conexões.

Mas conexão com o quê? É disso que trata esse vídeo interessantíssimo e que vem em ótima hora: hora em que revemos nosso modo de pensar, revemos nosso modo de viver, de agir, de estar no mundo – com Mercúrio virginianamente andando de ré (para os nossos olhos) até 22 de setembro.

“(…) todo universo, toda vida nasce com uma intenção. o ser humano pode escolher se ele vai realizar essa intenção ou não: esse é o livre-arbítrio. aí na conexão está essa escolha de olhar pra dentro de si e se assumir. não tem jeito: você olhou pra dentro de si, você assumiu a sua expressão, você encontra a conexão com o campo unificado. essas duas coisas andam juntas (…)”

[Oswaldo Oliveira é economista ligado à inovação e projetos em rede]

Vida abundante, conexões, elos, a ideia de separação enquanto ficção social, conhecimento de si, etc,  são algumas das provocações e conceitos trazidos nesse vídeo. Assista e expanda seu ser!